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Serra salta 34,5% e consolida-se como terceiro polo imobiliário da Grande Vitória.

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Município supera Vitória em novos lançamentos e reafirma posição estratégia na Grande Vitória

Impulsionada pelo forte ritmo de expansão econômica e pelo avanço de projetos estruturantes no litoral norte do Espírito Santo, a cidade da Serra consolidou-se como o terceiro principal polo imobiliário da Região Metropolitana da Grande Vitória. Dados do 46º Censo do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), revelam que o município registrou uma expressiva alta de 34,5% no volume de unidades residenciais em construção, saltando de 3.549 para 4.776 unidades ativas. O movimento acompanha o momento mais vigoroso do setor imobiliário capixaba na última década.

O balanço do setor aponta que a Grande Vitória deve receber um total de 6.664 novos imóveis residenciais lançados ao mercado neste ano. No ranking metropolitano, Vila Velha mantém a liderança com 2.540 unidades, seguida de perto pela Serra, com 2.310 habitações planejadas. A capital, Vitória, aparece em terceiro com 1.146 unidades, enquanto Cariacica (488) e Guarapari (180) completam as projeções de entrega das construtoras.

A dinâmica do crescimento imobiliário serrano é explicada pela transição do perfil dos lançamentos. Hoje, os segmentos de médio e alto padrão representam cerca de 65% das obras em andamento na região. A demanda qualificada tem priorizado atributos como localização estratégica, segurança jurídica e projetos arquitetônicos com identidade própria, alinhados à busca contemporânea por qualidade de vida.

Geograficamente, a Serra atua como o principal vetor de conexão logística entre a Grande Vitória e o novo polo de desenvolvimento industrial do município de Aracruz, localizado no norte do Estado, oferecendo ampla disponibilidade de terrenos e integração direta com as BRs 101 e 262.

De acordo com Yung Bruno, sócio franqueado e corretor Broker da RE/MAX Center de Laranjeiras, o ritmo acelerado de vendas reflete o déficit habitacional histórico associado ao novo momento econômico da cidade. “O mercado absorve os lançamentos de forma muito rápida em diferentes faixas de renda, desde o segmento econômico até o alto padrão, o que dá combustível para o desenvolvimento de novos projetos”, explica.

Para os próximos meses, a expectativa do mercado local é de novos lançamentos pulverizados em diferentes formatos, incluindo loteamentos abertos, condomínios fechados de médio padrão e verticais em bairros consolidados como Morada de Laranjeiras e Castelândia. “O cenário para a cidade é promissor devido à atração de executivos e trabalhadores técnicos demandados pelos novos complexos industriais e portuários da região”, projeta Yung.

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