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Produção local de vacinas é uma das prioridades do G20, diz ministra da Saúde

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Nísia Trindade, ministra da Saúde, em evento do G20 no Rio de Janeiro (RJ), em 29 de outubro de 2024

G20: há grande fissura entre Norte e Sul, e o Norte Global não está disposto a ceder, diz analista.

Por: Sputnik Brasil
Foto: Rafael Nascimento

A produção local de vacinas e medicamentos será uma das principais contribuições esperadas para a área da saúde na Cúpula do G20 deste ano, sob a presidência brasileira.
A afirmação foi feita pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, que participou na manhã de terça-feira, dia 29, da abertura das últimas reuniões do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do G20.
O evento ocorre na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Ele se iniciou na terça e culmina na quinta-feira, dia 31, com uma reunião de ministros da Saúde do G20.
O evento de terça-feira teve início com a reunião “Combate à desinformação em saúde: desafios e soluções”.
Em seguida, a ministra concedeu uma coletiva a jornalistas, ao lado de Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), na qual enfatizou a necessidade da produção local de vacinas e medicamentos.
“A principal contribuição esperada no âmbito dessa aliança contra a fome, pobreza e desigualdade é que nós tenhamos uma coalizão dos países para produção local e regional de vacinas e outros medicamentos. Isso será um fato inédito”, disse a ministra.
“Temos trabalhado para reduzir a desigualdade entre os países e aumentar esse acesso [a vacinas e medicamentos]. Essa é a principal medida que esperamos que seja aprovada”, acrescentou.
Jarbas Barbosa frisou a necessidade de combater a desinformação, enfatizando que “informações falsas matam”.
Panorama
internacional
“Pessoas que deixam de se vacinar ou que deixam de vacinar seus filhos porque não confiam nas vacinas, elas incrementam exponencialmente o risco de surtos, inclusive de doenças que já foram eliminadas, como pólio, como sarampo; [elas] aumentam as hospitalizações e mortes por Covid, por influenza”, disse Barbosa.
Pela tarde, estava previstas as reuniões: “Ampliando as respostas ao mpox: um apelo a ação por ciência e inovação”; “Traçando o caminho para cumprir o compromisso da declaração climática do G20”; “Abordando os fatores de desigualdade das pandemias dentro do G20”; e “Transformando o cuidado ao câncer: aproveitando a saúde digital e a inovação para acesso equitativo e eliminação do câncer cervical”.

O ministro Fernando Haddad durante fala na Trilha das Finanças do G20

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