
A operadora capixaba de internet Loga registrou em alguns jogos um crescimento do tráfego de dados de 50 GB/s para 400 GB/s.
A Copa do Mundo 2026 trouxe uma novidade para a população brasileira apaixonada por futebol. Enquanto nas edições anteriores um canal de televisão aberta era a principal forma de assistir aos jogos, neste ano, um canal de vídeos da internet se tornou o único com direitos de transmissão de todas as 104 partidas do evento esportivo. Diante dessa realidade, os provedores de internet precisaram se preparar para essa mudança nos hábitos de consumo.
Foi o caso da Loga, operadora capixaba de internet. A empresa investiu na aquisição de um novo servidor de alta capacidade e maior potência, exclusivo para transmissões ao vivo: o Google Cloud CDN. O objetivo foi suportar o aumento na demanda e reduzir o delay, ou seja, o tempo de atraso entre o tempo que as imagens acontecem e o sinal que chega aos dispositivos tecnológicos.
De acordo com Claudio Machado, gerente de Operações da empresa, a operadora registrou um tráfego de dados que ultrapassou os 400 gigabytes por segundo (GB/s) durante a transmissão de alguns jogos. Em condições normais, essa taxa gira em torno de 50 GB/s.
“Nosso planejamento para o aumento de acessos durante a Copa do Mundo teve início ainda em janeiro deste ano. Sabíamos que essa seria a Copa do streaming e nos preparamos com a atualização do servidor e a manutenção preventiva da rede, dentre outras ações técnicas. A estratégia deu certo. Não temos recebido reclamações sobre delay, travamentos e falta de conexão”, afirma o gerente.
A Copa do Mundo 2026 segue até o dia 19 de julho, mas a tendência é que o consumo de internet continue crescendo nos próximos meses. “Muitas competições nacionais e internacionais de futebol e de outros esportes serão transmitidas pela internet, o que também demandará mais conexão. Nossa preparação para a Copa será um legado para nossos clientes”, ressalta Claudio.
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